
Tristeza, desânimo, insônia, ansiedade, irritação e baixa autoestima são somente alguns dos sintomas da depressão, doença que atinge 5,8% da população brasileira e mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. Sem tratamento, ela pode até levar à morte - mas a própria alimentação tem o poder de reduzir a depressão.
A saúde mental está diretamente relacionada ao que comemos por uma série de fatores que a ciência desvendou em pesquisas e estudos.
Enquanto alimentos naturais como frutas e verduras fortalecem o corpo e geram vários reflexos positivos no cérebro, alimentos repletos de gordura saturada (como as carnes) ou substâncias químicas (como os processados) têm o efeito contrário: geram inflamações no organismo que prejudicam até a produção de neurônios.
E grande parte destes efeitos estão relacionados às bactérias que habitam cada um de nós. Para entender como a alimentação reduz a depressão, continue conosco até o fim do texto!
Relação entre uma dieta regrada e o combate aos sintomas da depressão
A depressão é caracterizada principalmente pela falta de energia e pelo desânimo, sintomas que são diretamente combatidos por alimentos que promovem a produção de serotonina e dopamina - substâncias que dão sensação de bem-estar. Outros alimentos, entretanto, promovem estresse e aumentam a ansiedade.
De acordo com especialistas, ter uma alimentação correta reduz em 50% o risco de depressão.
A chave para a relação entre a alimentação e a depressão está nas bactérias - mais precisamente, na microbiota intestinal. Já é fato conhecido pela ciência que o intestino exerce influência sobre todas as partes do corpo, especialmente o cérebro.
Alimentos gordos e pouco nutritivos promovem a proliferação de bactérias ruins e inflamações pelo corpo, prejudicando a comunicação das células nervosas e a produção de neurônios e neurotransmissores. Além disso, aditivos químicos como conservantes ficam alojados no cérebro.
Alimentos nutritivos, naturais e saudáveis, por outro lado, favorecem o crescimento de bactérias benéficas à saúde com riqueza de nutrientes e facilitam a digestão, criando sensações de prazer, memória afetiva e favorecendo a saúde mental.
Alimentos que ajudam no tratamento e estimulam a produção de serotonina
Para fortalecer o cérebro e combater a depressão, precisamos de nutrientes como magnésio, zinco, ferro, fibras alimentares, vitamina C, vitaminas do complexo B e ômega-3. Não é por acaso, portanto, que especialistas recomendam uma dieta rica em folhas verdes, oleaginosas, frutas, verduras, grãos e cereais integrais.
Confira abaixo:
? Promove a produção de serotonina ? Arroz integral, aveia, amendoim, castanha, banana, grão de bico;
? Rico em magnésio ? Amêndoas, castanha, trigo, abacate, semente de abóbora, arroz integral;
? Fornece ômega-3 ? Ervilha, couve-flor, chia, linhaça, castanha-do-pará;
? Repleto de fibras ? Frutas, sementes, folhas verdes;
? Rico em vitaminas C e/ou B ? Espinafre, ameixa, abacaxi, limão, melancia, feijão, batata, couve, soja.
Benefícios da dieta vegana
Os alimentos veganos são os mais indicados para gerar saúde, bem-estar e combater a depressão: ricos em nutrientes e promotores de uma microbiota intestinal equilibrada, os vegetais também melhoram a comunicação no eixo intestino-cérebro por favorecerem as bactérias boas em detrimento das ruins.
Confira alguns benefícios da dieta vegana relacionados à saúde mental:
- Ajuda a emagrecer e a manter o corpo no peso ideal, estimulando a autoestima;
- Reduz a inflamação do organismo, facilitando a produção de neurônios e neurotransmissores;
- Aumenta os níveis de serotonina e dopamina no sangue, gerando sensações de prazer e bem-estar;
- Alimentos como carnes, comida processada, álcool e açúcar, por sua vez, são pró-inflamatórios e favorecem o surgimento da depressão.
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